Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial - Associado à FAAP

Think tank, and a do tank

Foto: Norman Gall

O Instituto

O Instituto Braudel é uma iniciativa pioneira formada em 1987 em São Paulo por um grupo de economistas, empresários, lideranças públicas e jornalistas, buscando formas de superar os problemas institucionais que inibem o desenvolvimento humano na América Latina.

Estimulamos criatividade e liderança. O Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial conduz pesquisas, debates públicos e ações sociais que propõem soluções para os problemas institucionais do Brasil e da América Latina.

Com nosso nome homenageamos Fernand Braudel (1902-85), grande historiador francês, um dos fundadores da Universidade de São Paulo. Seu trabalho celebra o poder do mercado como força no desenvolvimento humano. A composição de sua obra-prima, O Mediterrâneo e O Mundo Mediterrâneo na Época de Felipe II, começou em São Paulo e foi concluída quando ele era prisioneiro de guerra na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

Apoio para gerar respostas

O Instituto Braudel tem recebido apoio de fundações, companhias privadas e de agências internacionais como o Banco Mundial e o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas. A Fundação Armando Alvares Penteado (FAA P) generosamente se associa à nossa missão. Temos recebido apoio de instituições e empresas privadas como as fundações Ford, Tinker, General Electric, Itaú Social, Odebrecht e Worldfund; Instituto Unibanco e Open Society Institute. Essas parcerias têm permitido iniciativas pioneiras que contribuem para abordagens mais coerentes na procura de melhorias na consolidação democrática latino-americana, na educação, na saúde e na segurança pública, na formação de consensos sobre responsabilidade fiscal e estabilidade monetária e na focalização das prioridades nos investimentos em infraestrutura energética e viária.

Desenvolvimento do Brasil

Desde o fim dos governos militares em 1985, o Brasil vive a melhor fase de sua história. Melhorias institucionais permitiram a superação de décadas de inflação crônica e a consolidação da democracia. O Instituto Braudel gera ideias e debates públicos sobre este novo cenário e suas implicações.

Organizamos conferências internacionais como "Hiperinflação e o Futuro da América Latina" (1989); "Reconstruindo as Instituições Públicas no Estado de São Paulo" (1995); "O Brasil e a Crise Asiática" (1998); "Violência e Segurança Pública” (1999) e "Gasto Social no Brasil" (2005).

Sobre o desenvolvimento do Brasil, as edições do Braudel Papers trazem ensaios aprofundados como "Ética e Inflação" (1992); "O conceito brasileiro de moeda" (1993); "King Kong no Brasil: Quebras de bancos e falências estaduais" (1995); "Toma lá dá cá: Clientelismo na cultura política brasileira" (1996); "A Polícia: Incentivos perversos e segurança pública" (1999); "Federalismo brasileiro" (2000); "Apagão na política energética" (2002); “Diário de aulas: A vida de uma escola pública de São Paulo” (2002); "Diadema: Do 'faroeste' para a vida civilizada na periferia de São Paulo" (2005); "Lula e Mefistófeles: O Brasil precisa de uma nova estratégia" (2005); "A democratização do consumo: A vida e as aspirações na periferia da Grande São Paulo" (2006); "Problemas institucionais do ensino público: A busca da qualidade" (2007); "Milhões, bilhões, trilhões" (2009); Brasil e o Mundo (2010); A internet no Brasil (2013); Tudo bem? (2014); O ceará vai à escola (2016).

América Latina e a economia mundial

Nossa vocação de Instituto de Economia Mundial inspira pesquisas e debates públicos sobre crises financeiras, comércio, energia e a expansão da democracia na América Latina. Analisamos esses temas em seminários e conferências internacionais e em edições do Braudel Papers como "A regeneração de Calcutá" (1994); "O fluxo dos povos: A migração internacional como uma força revolucionária" (1994); "China e Brasil" (1995); "Globalismo e Localismo" (1997); "A democracia está ameaçada? Os desafios das instituições latino-americanas" (2004); "Petróleo e democracia na Venezuela" (2006) e uma série sobre as crises financeiras internacionais, "Dinheiro, Ganância, Tecnologia" (1998 & 2008) e "Milhões, bilhões, trilhões" (2009); Água na China (2012).

Entre autores dos Braudel Papers e palestrantes estão Jeffrey Sachs (Universidade Columbia), Rubens Ricupero, Angus Maddison, Barry Eichengreen (Universidade da Califórnia, Berkeley), David Landes (Harvard), John Williamson (Instituto de Economia Internacional), Michael Reid (The Economist), Marta Lagos (Latinobarómetro) e Jesús Silva-Herzog, ex-ministro da Fazenda do México. Também lideranças políticas como Felipe González e Pasqual Maragall (Espanha), Julio Maria Sanguinetti (Uruguai) e Gonzalo Sanchez de Losada (Bolívia).

Os eventos do Instituto Braudel promovem o encontro de empresários, jornalistas, especialistas e gestores públicos, garantindo assim a diversidade de opiniões e discussões mais aprofundadas e pragmáticas.

EDUCAÇÃO

Ampliar a capacidade institucional da educação pública é a melhor estratégia para promover os avanços em produtividade e justiça social. Buscamos essas melhorias na qualidade de vida por meio de pesquisas de campo sobre experiências nacionais e internacionais de reforma de ensino. Como resultado, seminários e publicações têm focalizado formação e remuneração de professores, gestão e governança das redes escolares, avaliação de desempenho e estratégias e implementação de reformas.

Em 2007 e 2009, viajamos a Nova York, Chicago, Washington e Baltimore para estudar as reformas de ensino em escolas urbanas em situações críticas. Publicamos trabalhos extensos no jornal O Estado de S. Paulo e em parceria com a Fundação Itaú Social. Conduzimos seminários em vários estados brasileiros com lideranças da reforma de Nova York, que provocaram inovações e mudanças significativas.

Para aplicar as lições aprendidas na reforma de Nova York, desenvolvemos um piloto em dez escolas de baixo desempenho na periferia de São Paulo. Reforçamos o ensino na sala de aula, com mentores especializados apoiando o professor. Mobilizamos lideranças de bairro como coordenadores de pais para criar laços entre escolas, famílias e comunidade.

Em várias edições do Braudel Papers analisamos os problemas do ensino público no Brasil. Com apoio da General Electric, a historiadora Maria Luiza Marcílio, membro do Instituto, escreveu a obra magistral História da Escola em São Paulo e no Brasil (2005).

CÍRCULOS DE LEITURA

Conhecemos em profundidade as escolas públicas das periferias urbanas com o desenvolvimento desde 2000 de nossos Círculos de Leitura. Preparamos estudantes líderes ("multiplicadores") para conduzir grupos nas escolas para ler e discutir os clássicos da literatura mundial – de Homero e Platão a Shakespeare, Mark Twain, Guimarães Rosa e Machado de Assis. Descobrimos adolescentes de grande potencial capazes de desenvolver a curiosidade, a reflexão e a concentração de outros alunos. Trabalhamos na formação de valores éticos por meio da leitura das obras e discussões em grupo. Professores e diretores são nossos grandes aliados. Este método recebeu tanto reconhecimento que fomos convidados a introduzi-lo em outras regiões do Brasil, incluindo os estados da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará - este último contando em 2017 com 104 escolas públicas envolvidas e mais de 15.000 jovens beneficiados desde 2012, quando chegamos na região.

Como parte do programa Círculos de Leitura, desenvolvemos e implementamos entre 2006 e 2015 uma Academia de Ciência e Matemática com atividades que estimulam a educação científica entre alunos do ensino fundamental e médio.

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